O que o Pão de Açúcar já pode fazer para unir a Casas Bahia e Ponto Frio
04/02/2010 | 08:39:22
Exame Negócios Acordo assinado com o Cade permite que a fusão das redes de varejo avance em vários pontos O acordo firmado com o Cade nesta quarta-feira (3/2) não impede que o Grupo Pão de Açúcar continue o trabalho de fusão da Casas Bahia com o Ponto Frio. Ao contrário do congelamento total da operação, determinado pela autarquia para a fusão da Sadia com a Perdigão – e, posteriormente, abrandado -, as restrições do acordo provisório de preservação da reversibilidade (Apro) impostas neste caso são bem mais leves. As medidas concentram-se na preservação das marcas e do número de lojas, bem como da estrutura comercial e de crédito de cada rede varejista. Elas não impedem, por exemplo, que a transferência de ativos para a “Nova Casas Bahia” continue, nem que a administração das companhias comece a se fundir. “Não houve congelamento, apenas algumas restrições”, afirma um representante das empresas.
Quando anunciou a fusão, o Pão de Açúcar informou que o primeiro passo será criar uma “Nova Casas Bahia”, que receberia parte dos ativos da antiga rede, como lojas e carteira de crédito. Ficarão com a “Velha Casas Bahia”, os imóveis ocupados pelos pontos-de-venda, alguns recebíveis, a participação dos Klein na fábrica de móveis Bartira e outros bens. A segunda fase seria fundir a “Nova Casas Bahia” com a Globex, empresa que controla o Ponto Frio e que foi comprada pelo Pão de Açúcar em junho do ano passado. No final, o Grupo Pão de Açúcar deterá 51% da rede varejista resultante da fusão, e a família Klein, os outros 49%. Essa operação de transferência de ativos está liberada pelo acordo com o Cade.
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