Como o Smiles, da Gol, vai reagir ao IPO do Multiplus, da TAM
02/02/2010 | 10:25:16
Por Márcio Juliboni Exame
A reação da Gol à abertura de capital do Multiplus, a gestora do programa de fidelidade da TAM, deve se concentrar na busca de novas parcerias. Herdado da Varig, o Smiles é atualmente o maior programa de milhagem do país, com 6,5 milhões de clientes cadastrados - ante 6,3 milhões do Multiplus. Como em outros países, os programas de fidelidade estão se transformando em uma importante fonte de renda para as companhias aéreas. Basicamente, as empresas criam uma rede de parceiros, como restaurantes e hotéis. Para atrair um número maior de clientes, esses parceiros oferecem milhas da empresa aérea para quem consumir ou se hospedar ali. O cliente ganha porque acumula milhas que, depois, serão convertidas em passagens. O parceiro ganha por atrair mais freqüentadores. E a companhia aérea lucra com a venda antecipada de milhas e passagens aos estabelecimentos parceiros.
No caso da Gol, outra fonte de receitas é a parceria fechada no ano passado com o Banco do Brasil e o Bradesco. As instituições concordaram em pagar 252 milhões de reais para ter direito de emitir cartões de crédito com a marca Smiles. A cifra também envolve o direto de acesso ao banco de dados da Gol, a venda antecipada de milhas para os bancos, e uma participação sobre o faturamento dos cartões. O apelo para os clientes é o acúmulo de milhas sempre que usarem os cartões. Para os bancos, os ganhos vêm do aumento da freqüência do uso dos plásticos.
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